Educação (2009)

Título original: An Education

Dirigido por: Lone Scherfig

Escrito por: Nick Hornby, Lynn Barber

Com: Alfred Molina, Carey Mulligan, Peter Sarsgaard, Emma Thompson.

Simples, belo, inteligente, profundo… perfeito!

“An Education” conta a história real de uma adolescente de classe média baixa – Jenny (Carey Mulligan) – que leva uma vida pacata, no início dos anos 60, dividida entre a escola e a casa. Poucos são os divertimentos pois seu grande foco – imposto por seu pai (Alfred Molina) – é conseguir entrar na Universidade de Oxford.

Eis que um dia ela conhece um homem bem mais velho do que ela e que lhe introduz a um mundo diferente, cheio de glamour, diversão e encanto. A adolescente se vê então diante de duas realidades bem distintas: a vida pacata e séria que a conduz a Oxford ou o mundo do glamour oferecido pelo encantador David (Peter Sarsgaard) e que lhe desvia da “boa educação”.

O filme da diretora dinamarquesa Lone Scherfig é de uma delicadeza e sutileza raras no mundo do cinema deste começo de milênio. Construído de forma absurdamente simples – com começo, meio e fim – sem flash-backs, sem elipses ou nenhum grande recurso oferecido pela sétima arte, o filme é ainda assim encantador.

O tema tratado é igualmente simples (assim como o próprio título do filme), apesar de profundo e fundamental na vida de todos nós, quer sejamos filhos, pais ou avós: Educação.

Educação formal, acadêmica, mas também, educação de filhos, ou condução de suas vidas rumo ao mundo adulto, ao futuro, ao sucesso. Tudo visto por olhos diversos: os de um pai, de uma mãe e de uma filha, de uma escola e de amigos.

Talvez o grande êxito de “An Education” se deva exatamente a este equilíbrio perfeito na forma de contar uma estória. Nada é exagerado, caricaturado, ou levado ao extremo. As coisas são simples (e psicologicamente complexas ao mesmo tempo), assim como na vida real.

Os atores são magníficos e captaram o tom de equilíbrio escolhido pela diretora. Os gestos são sutis, os olhares altamente expressivos e os diálogos bonitos, bem escritos, sem caírem na pieguice nem no lugar comum. Mesmo que este seja um discurso já batido.

Sem sombra de dúvidas, este filme entra na minha listinha de “grandes filmes”, apesar de sua aparente (e talvez real) simplicidade.

Recomendo a todas as pessoas que gostam de bom cinema, sobretudo a pais, mães, avôs, avós e adolescentes.

~ by Lilia Lustosa on novembro 8, 2011.

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